Ordo Fratrum Minorum Capuccinorum

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updated 11:25 PM UTC, Dec 2, 2021

Cecilio Maria da Costaserina (1885-1984) (N. Prot. 1807)

Pietro Antonio Cortinovis nasce a Nespello frazione di Costa Serina (Bergamo) il 7 novembre 1885. A 23 anni, dopo il duro lavoro come boscaiolo e pastore, entra tra i cappuccini il 21 aprile 1908. Dopo due brevi obbedienze a Cremona e Albino, il 29 aprile 1910 verrà destinato a Milano. Qui spenderà tutta la sua vita nel convento di Viale Piave a Milano dando vita all’Opera San Francesco per i poveri. Muore a Bergamo il 10 aprile 1984. L’Inchiesta diocesana si è svolta a Milano dopo aver ottenuto il Nulla Osta per la competenza fori dal 1994 al 1996. Il decreto di validità giuridica è stato firmato il 22 marzo 1996. La Positio è stata consegnata nel gennaio 2015. In data 2 maggio 2017 il Congresso dei Teologi dà parere unanimemente positivo. La sessione Ordinaria di Cardinali e Vescovi riconosce le virtù eroiche del Servo di Dio il 27 febbraio 2018. Il 6 marzo 2018 il Santo Padre autorizza la promulgazione del Decreto super virtutibus. Ora si è in attesa del miracolo.

 

Fr. Cecilio Maria da Costa SerinaFr. Cecílio Maria de Costa Serina, Fundador da Obra São Francisco para os Pobres de Milão, Venerável

Na tarde de 6 de março de 2018, o Santo Padre Francisco recebeu o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, autorizando-o a promulgar o Decreto super virtutibus do Servo de Deus Cecílio Maria Cortinovis de Costa Serina, Fundador da Obra São Francisco para os Pobres, em Milão.

O Servo de Deus nasceu em Nespello, distrito de Costa Serina (Bérgamo), em 7 de novembro de 1885, dos pais Lorenzo e Angela Gherardi, sétimo de nove filhos, e foi batizado no dia seguinte com o nome de Pietro Antonio. Ainda adolescente, já trabalhava nos campos e pastos, contribuindo para o sustento da família.

Em 7 de abril de 1896 recebeu a Primeira Comunhão e, alguns anos depois, seguindo o exemplo da mãe, pediu para ser aceito na Terceira Ordem Franciscana.

No duro trabalho nos bosques, nos prados e com o gado, transcorreu os seus primeiros 22 anos, cultivando no coração o chamado que ouvia cada vez mais forte para se consagrar a Deus. Aconselhado pelo pároco, optou pela vida capuchinha e, em 21 de abril de 1908, chegou ao convento de Lovere, sede do noviciado. Aí, em 29 de julho de 1908, vestiu o hábito dos Frades Menores Capuchinhos e lhe foi dado o nome de Frei Cecílio Maria. Em 2 de agosto de 1909, emitiu a profissão religiosa e, no dia seguinte, deixou o convento de Lovere para ir ao convento de Albino, aonde a obediência o chamava aos encargos de sacristão, refeitoreiro, auxiliar do porteiro e enfermeiro.

Cinco meses depois, foi transferido ao convento de Cremona, com as mesmas funções. Aí permaneceu três meses, pois fora chamado, em 29 de abril de 1910, ao convento de Milão-Monforte, sede do Ministro Provincial. Permanecerá aí até 19 de outubro de 1982, quando foi transferido a Bérgamo, na enfermaria dos frades capuchinhos.

Sua primeira tarefa no convento de Milão-Monforte foi a de responsável pelos lugares comuns (“comuniteiro”), enfermeiro e auxiliar do sacristão. Em abril de 1914, contraiu meningite, e se temia por sua cura. Foi nesta ocasião que teve uma experiência espiritual profunda, que lhe fez experimentar o juízo benévolo de Deus no momento do encontro final, e esta será uma recordação vivíssima e repetida em seu Diário. A sua cura, como ele mesmo atesta, foi devida à intercessão do então Servo de Deus, hoje Bem-aventurado, Inocêncio de Berzo, frade capuchinho cuja Causa de beatificação estava em andamento.

Deflagrada a Primeira Guerra Mundial, em 1916 foi convocado às forças armadas. Por causa da saúde frágil, poucos meses depois foi enviado de volta a Milão, onde, em 2 de fevereiro de 1918, emitiu a profissão perpétua.

Com a guerra, aumentaram os pobres, e a porta do convento era seu ponto de encontro. Ele substituía frequentemente e de bom grado o porteiro, encontrando os pobres e aos quais não sabia dizer um não. Em 1921, foi nomeado porteiro de fato, função que desempenhou até 1970. Neste delicado ofício, conheceu Marcello Candia, empresário milanês que deixou tudo e se mudou para o Brasil para servir aos leprosos. Com simplicidade, afirmava ter aprendido a servir aos pobres na escola de Frei Cecílio Maria.

Em 1925, após ter sabido da morte do Venerável Daniel de Samarate, sacerdote capuchinho missionário no Brasil, leproso e apóstolo dos leprosos entre eles, Frei Cecílio Maria pediu aos superiores para partir missionário, para cuidar das pessoas enfermas de lepra, mas não foi atendido. Assim, permaneceu em Milão, porteiro e esmoleiro para os pobres do convento.

Com o deflagrar da Segunda Guerra Mundial, Frei Cecílio Maria, mesmo sob bombardeios, alguns dos quais atingiram também o convento de Milão-Monforte, jamais se afastou da portaria, respondendo assim às necessidades das muitas pessoas que necessitavam de tudo e dos dois mosteiros de clausura que dependiam da sua mendicância para viver.

Muitas vezes despistou as buscas da SS que, após a prisão e a deportação a um campo de concentração (13 de junho de 1944) do confrade Fr. Giannantonio Agosti de Romallo, confessor na Catedral, acusado de distribuir passaportes aos judeus, vigiavam o convento com maior rigor.

Terminada a guerra, a fila dos pobres à porta do convento ainda era muito longa. Frei Cecílio Maria queria um lugar acolhedor para estes homens e mulheres que via esperar sob a chuva, o frio ou o sol em uma fila interminável. A sua oração é atendida em 1959, quando o Doutor Emilio Grignani se ofereceu para construir um ambiente acolhedor no último pedaço de terreno que tinha ficado para o convento. Em 20 de dezembro de 1959, a casa, com todos os serviços e 150 lugares para sentar, que será chamada de Obra São Francisco, foi inaugurada solenemente pelo Cardeal Giovanni Battista Montini, o futuro Bem-aventurado Paulo VI. Frei Cecílio Maria se lançou ao serviço dos pobres até 1979, quando a sua saúde começou a declinar.

Em 19 de outubro de 1982, agravando-se as suas condições de saúde, foi transferido a Bérgamo, na enfermaria dos frades capuchinhos. Também aí, porquanto lhe era possível, continuou a acolher as pessoas que buscavam dele uma palavra de conforto. Frei Cecílio Maria falecia serenamente em 10 de abril de 1984. Após os solenes funerais, celebrados na igreja do convento de Milão-Monforte, foi sepultado no Cemitério Maior de Milão. Desde 31 de janeiro de 1989, repousa na igreja de Milão-Monforte, ao lado de sua Obra.